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23/01/2019

Sabor da Amazônia

Biofish é destaque como produtora de peixes nativos em cativeiro

O Estado de Rondônia lidera o ranking nacional de produção de peixes nativos criados em cativeiro (aquicultura). De lá, saíram 77 mil toneladas desse tipo de pescado em 2017, segundo a Associação Brasileira de Piscicultura (PeixeBR). A Biofish, empresa criada em 1996 em Porto Velho (RO), tem importante participação no desenvolvimento do setor, atuando em toda a cadeia produtiva do pescado amazônico. Ela trabalha com pesquisa, consultoria, assessoria técnica, produção, comercialização e disseminação de peixes nativos para outras regiões do País.

Quando a Biofish começou o cultivo em cativeiro, desconfiava-se que não seria um bom negócio investir em aquicultura pelo fato de a pesca ser uma atividade comum na cultura da Região Norte. “Há anos vemos a mudança desse cenário com o declínio da pesca extrativa. O pescado de cultivo já corresponde a quase 50% do que se consome no mundo”, aponta o diretor de projetos da Biofish, Jenner T. Bezerra de Menezes. Ao falar sobre a consolidação da empresa, ele destaca a importância da parceria com a D.Duwe Contabilidade, afiliada GBrasil na capital de Rondônia: “Eles nos oferecem uma gestão contábil estratégica, com informações fundamentais, a fim de otimizar resultados e prever possíveis falhas”.

Mais peixe na mesa

A empresa já participou de aproximadamente 250 projetos na região amazônica. Atualmente, o investimento nas chamadas “fazendas de criação” fica entre R$ 100 mil e R$ 150 mil por hectare, a depender da tecnologia usada – considerando a instalação e o custeio da primeira safra. A diretora de marketing e comércio exterior da Biofish, Janine Bezerra de Menezes, explica que, atualmente, “existe uma gigantesca demanda reprimida em escala mundial” para o consumo de pescados com os quais trabalham. “Segundo a Organização da Alimentação e Agricultura da ONU (FAO), haverá, em 2030, um déficit de 100 milhões de toneladas de pescado para o consumo humano”, afirma a gestora. Ela acrescenta que o Brasil se destaca por ter o maior potencial do mundo, em decorrência de três fatores: disponibilidade de água, oferta de mão de obra e clima favorável.

A demanda por proteína de peixe é, de fato, a que mais cresce no mundo. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a FAO, em 2017, foram produzidos 172 milhões de toneladas de pescado (incluindo peixes de cultivo e peixes de captura) no mundo. O número é superior à produção de carne suína, que responde por 120 milhões de toneladas. Do total da produção de peixes, 80 milhões de toneladas são de cultivo, e os 92 milhões restantes, de captura. Pelas estimativas das instituições, num período de quatro anos, os montantes tendem a se inverter, com maior volume de produção de peixes de cultivo. Os líderes na produção de peixes em cativeiro no mundo são China (49,2 milhões/t), Índia (5,7 milhões/t) e Indonésia (5 milhões/t). O Brasil, que totaliza 697 mil toneladas, ocupa a 11ª posição no ranking.

O portfólio da Biofish inclui tambaqui, jatuarana, pintado e pirapitinga – que são vendidos para os mercados brasileiro e andino. Segundo Janine, o volume produzido ainda não é suficiente para exportar para mercados maiores, como o norte-americano e o asiático. Ela conta que a empresa tem planos para alcançá-los, porém, ofertando um produto premium, de alto valor agregado, que não vai competir com pescados produzidos em grande escala. “Temos totais condições de oferecer um produto de qualidade para mercados de classes A e B do mundo, pois o pescado amazônico é diferente em sabor e qualidade. E já temos conhecimento e tecnologia para atender aos mais criteriosos processos de produção”, ressalta a diretora.

* Este é um conteúdo da revista Gestão Empresarial nº 44. Para acessar a edição na íntegra, clique aqui.