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De olho no gasto público: conheça o caso da "Ferrari" da limpeza2min tempo de leitura

Observatório Social do Brasil conta com voluntários de vários setores para fiscalizar contas públicas. Saiba como participar

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(Arte TUTU sobre ilustração de Marcelo Ventura)

A população brasileira tem prestado mais atenção nos gastos públicos desde que os casos de corrupção na política e economia do País se intensificaram. Para ajudar a solucionar os problemas, cidadãos de várias partes do Brasil têm se levantado para transformar o direito à indignação em atitude pela transparência e correta aplicação dos recursos públicos.

O Observatório Social do Brasil (OSB), por exemplo, possui uma rede em todo o País que fiscaliza as contas públicas por meio do monitoramento de licitações e cobrança de providências em caso de irregularidades. E conta com o apoio direto de mais de três mil voluntários de vários setores, como empresários, professores, estudantes, auditores, contabilistas, advogados, funcionários públicos e bancários. A estimativa é que, entre os anos de 2013 e 2016, a rede OSB tenha evitado o desperdício de R$ 2 bilhões no País.

A “Ferrari” da limpeza foi um dos casos descobertos pela instituição. A prefeitura de Ponta Grossa, no Paraná, pretendia pagar R$ 20 mil em cada carrinho de limpeza usado no serviço de higienização dos prédios públicos. O valor unitário do produto caiu para R$ 418 após a intervenção do Observatório Social. Como a encomenda era de 100 unidades, a eco­nomia foi de quase R$ 2 milhões para os cofres municipais.
 
Como fiscalizar? 
Quem quiser ajudar a identificar e controlar gastos como esse caso no Paraná, pode ser voluntário do OSB independente da área de atuação profissional. Segundo a entidade sem fins lucrativos, as únicas exigências são não ter vínculo partidário e não fazer parte do quadro de funcionários públicos do município onde reside. Mais informações em desenvolvimento@osbrasil.org.br ou (41) 3307-7058.

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