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14/09/2020

Cliente GBrasil

Chamado à sustentabilidade ganha reforço como parte da retomada econômica

Confira dicas da Ecoe para garantir um negócio mais conectado ao meio ambiente

Pamela Mascarenhas

A sustentabilidade tem ganhado espaço no planejamento de negócios e na política, inclusive nos debates para a reforma tributária, e se fala em retomada econômica verde pós-pandemia. Para Susanne Batista Galeno, CEO da Ecoe, cliente da associada Acene Contabilidade [GBrasil | Recife - PE], chegamos a um ponto decisivo — não é mais possível continuar sem ações efetivas para colaborar com o planeta, é preciso comprometimento e atenção com práticas como o banho verde, também conhecido como greenwashing, estratégia de marketing sustentável enganosa. Nesta matéria, conheça o trabalho da Ecoe e confira uma lista elaborada por Susanne Galeno ao GBrasil com dicas para os empresários que escolhem agir com responsabilidade ambiental.

"Enquanto o nosso consumo pede 1,7 planetas, nossa ação para conservar os recursos naturais anda a passos lentos", diz Susanne Galeno, que verifica um crescimento do interesse em ações sustentáveis neste momento de pandemia. "A temática está sendo mais falada. Nossas ações insustentáveis nos trouxeram até aqui, é preciso fazer diferente se queremos novos resultados", acrescenta. Ao mesmo tempo, entretanto, cresce neste momento também o uso de descartáveis: "É preciso repensar práticas, alguns setores podem inserir itens reutilizáveis”.

Planeta no 'cheque especial ambiental'

De acordo com Susanne Galeno, estamos no "cheque especial ambiental", utilizando mais recursos naturais do que deveríamos. Neste cenário, segundo pesquisa da Union + Webster, citada pela especialista, 87% da população brasileira já prefere comprar produtos e serviços de empresas com práticas sustentáveis. Além das possíveis baixas financeiras devido ao novo perfil de consumo, as empresas também podem registrar perdas ao não oferecer destinação adequada aos recicláveis. Susanne destaca que o Brasil perde mais de R$ 120 bilhões por não gerenciar plástico, metal, vidro e papel de forma correta — os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.

A consultora ressalta que o Brasil é o quarto maior produtor de embalagens plásticas do mundo. "O problema não é o plástico, mas a forma que ele ainda está sendo utilizado. O Brasil produz 720 milhões de copos descartáveis por dia e menos de 3% será reciclado. Não destinar corretamente os materiais está causando grave poluição aos oceanos. O plástico nos oceanos mata mais de 100 mil animais por ano. O microplástico já está presente no ar, água, solo e no nosso organismo e não se sabe os efeitos que pode causar", alerta.

bloco_0125Há mais teoria do que prática em Sustentabilidade. Algumas pessoas e instituições empenham esforços para a situação global, mas outros têm atitudes que não atendem a coletividade. "Considera-se como mais importante o fator econômico. Mas sem natureza equilibrada não existe economia nem pessoas saudáveis." No Brasil, prossegue a especialista, há extensa legislação no tema, mas pouca prática e fiscalização. Uma questão comum entre a Política Nacional de Educação Ambiental, que tem mais de 20 anos, e a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que completou 10 anos, é a responsabilidade compartilhada entre os atores da sociedade.

Outro ponto de atenção é o greenwashing, ou banho verde. A Ecoe frisa que esta prática de oferta de produtos ou serviços falsamente sustentáveis é algo que os gestores das empresas precisam ficar atentos, inclusive, cobrando certificações e selos.

Convite e planejamento para a ação

Na Ecoe, a consultoria sustentável começa atendendo a demanda e o nicho do cliente. Entre os serviços oferecidos, estão a elaboração de projetos em sustentabilidade; concepção e acompanhamento da implementação de programas socioambientais; estratégia e mindset sustentável; estudos para licenças ambientais, além de cursos, treinamentos e intervenções criativas. A Ecoe também representa algumas tecnologias em Pernambuco, como a Homebiogas, sistema de biodigestão para pequenos e médios geradores; a Selletiva, uma solução multiplataforma online que auxilia grandes geradores, empresas transportadoras e cooperativas com a logística reversa de resíduos; e a Meu Copo Eco.

"A proposta da Ecoe é simplificar a sustentabilidade, conectar pessoas e negócios às soluções. Em todos os contratos de serviço, entregamos além dele uma proposta de ação para que o cliente implemente em uma comunidade ou escola pública que atue. Até o nome foi pensado para gerar ação. É um convite para que a gente construa o futuro que queremos com mais equilíbrio, lucro e relações saudáveis", apresenta Susanne.

A empresária é bióloga, especialista em Gestão Ambiental e Sustentabilidade, Mestre em Gestão do Desenvolvimento Local Sustentável e Consultora e Auditora de Sistemas Lixo Zero. Também é coach e Master Trainer em Programação Neurolinguística. "Em 2015, iniciei a atuação em Recife com o Conceito Lixo Zero pelo Instituto Lixo Zero Brasil. Nestes mais de sete anos atuando na temática, consegui conhecer, desenvolver e participar de projetos no setor público, iniciativa privada e terceiro setor."



Confira dicas da CEO da Ecoe para garantir um negócio sustentável:

1) REPENSAR!

Entre os 5 Rs da sustentabilidade, política que visa reduzir resíduos em nosso planeta, o mais importante, na visão da consultora, é o Repensar:

- Onde estou?

- Para onde quero ir?

- Como quero chegar?

"Sem o Repensar, não é possível ver as práticas que precisam mudar e encontrar os outros Rs (Reduzir, Reutilizar, Recusar, Reciclar). Por isso, sempre indico para começar observando a sua realidade e inserir o custo benefício, não apenas considerar o critério econômico ao comprar algum produto. O barato pode sair caro!", aconselha.

2) ECONOMIA DE ENERGIA

 - Se não estiver utilizando, desligue. Ao adquirir equipamentos, prefira os que tenham selo Procel.

3) ECONOMIA DE ÁGUA

- Escolha equipamentos que reduzam a vazão (descargas e torneiras) e investigue vazamentos.

4) COMPRAS SUSTENTÁVEIS

- O que estou consumindo?

- Sei a origem dos produtos que compro?

- São produtos certificados?

- Posso reutilizar?

- São reciclados na região que atuo?

"Se a empresa não investiga se existe trabalho análogo ao escravo, se o produto é proveniente de áreas desmatadas, ao comprar um produto, acaba financiando a continuação dessas práticas", aconselha Susanne.

5) CAPACITAÇÃO DA EQUIPE EM SUSTENTABILIDADE

- A responsabilidade é compartilhada e cada setor da sociedade tem o papel de educar para que seus colaboradores tenham capacidades, habilidades e atitudes para atuar pela manutenção do meio ambiente ecologicamente equilibrado

Dicas específicas para cada realidade:

A Ecoe adequa o projeto conforme as particularidades do cliente. Ao GBrasil, Susanne Galeno oferece dicas a alguns setores:

PROFISSIONAIS LIBERAIS - Compras sustentáveis, substituição dos copos descartáveis, gestão correta dos resíduos, Estudos Ambientais para a obtenção de licenças.

HOTELARIA - podem se tornar Lixo Zero, inserir a Homebiogas, comprar de maneira consciente, coletar bitucas de cigarro, substituir descartáveis, capacitar colaboradores e promover intervenções criativas para os hóspedes.

STARTUPS - Consultoria para o desenvolvimento de sistemas para o consumo consciente e mudar a forma de consumo e descarte interno.

ATIVIDADES RURAIS - gerar energia por meio de resíduos orgânicos, Estudos Ambientais para Licenças, entre outras diversas possibilidades.

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