Notícias

Informações especiais para a sua empresa

29/10/2019

DICIONÁRIO DE CONTABILÊS

Saiba o que é e compreenda as vantagens e desvantagens de ser um acionista

Um ACIONISTA é aquele que possui ações de uma empresa do tipo Sociedade Anônima (S.A.) ou "Sociedade por Ações", como é denominada pela lei. Um acionista detém uma parte do capital da companhia, proporcional à quantidade de ações que adquire. As S.A. podem ser de capital aberto ou de capital fechado. As de capital aberto colocam suas ações à venda nas bolsas de valores, tais como Petrobrás, Natura, Vale, Klabin, Ambev etc. Nas S.A. de capital fechado, as ações não são comercializadas na Bolsa e podem ser adquiridas de outros acionistas, com operações registradas no Livro de Transferência de Ações Nominativas da empresa. O acionista pode ser classificado como minoritário ou majoritário, dependendo da quantidade e do tipo de ações que possui.

Quem pode ser acionista

Qualquer pessoa física ou jurídica, de diferentes nacionalidades, pode ser um acionista. Pode ser brasileiro ou estrangeiro, desde que seja maior de idade. No caso de menores de idade ou incapacitados, eles devem ser assistidos.

As vantagens de ser um acionista

Uma delas é a possibilidade de comprar ações por um valor e revendê-las por outro maior. Ou seja, o acionista obtém retorno positivo de seu investimento, apurando ganho de capital. Outra vantagem é receber dividendos (parte do lucro das empresas que são distribuídos pelo menos uma vez ao ano), caso a empresa apresente lucros em sua contabilidade. A rentabilidade apurada no mercado de ações pode ser tão ampla que não são incomuns as histórias de investidores que se tornaram milionários, usando da informação econômica qualificada e a compreensão dos movimentos de mercado como prerrogativas para as boas escolhas de onde aplicar o dinheiro. Outra percepção positiva do acionista é a de tornar-se um investidor de empresas com grande potencial de crescimento, contribuindo para a evolução econômica e social do País.

Os riscos de ser um acionista

O principal risco que um acionista corre é a empresa da qual ele possui ações, apresentar prejuízos e ver despencar o valor de suas ações. Se, neste mesmo período de baixa das ações no mercado, o investidor precisar vender suas ações, provavelmente apurará um valor menor do que investiu, ou seja, terá perdas significativas. A ideia de investir em ações, ou seja, tornar-se um acionista, costuma assustar a maior parte dos brasileiros pelos riscos de perda que a escolha oferece. Mas essa visão é considerada por muitos analistas de mercado, como falta de cultura de investimentos em renda variável no Brasil. Em situação de juros elevados, tradicionalmente a preferência é alocar os recursos em renda fixa, e não se “arriscar” em ações. Mas, o investimento em ações, no longo prazo, é avaliado como o mais rentável, em termos reais, tanto no Brasil como em bolsas internacionais. Vale ressaltar que entre os direitos do acionista estão o de fiscalização das atividades da companhia (por meio do conselho fiscal) e a participação nos ativos da companhia, caso aconteça a liquidação.

A diferença entre sócio e acionista

O sócio também é coproprietário do negócio e, por isso, figura no contrato social da empresa. O acionista é apenas proprietário de ações de uma companhia. Em relação à obrigação fiduciária, o sócio deve agir no interesse do outro sócio, antes de agir em seu próprio interesse. O acionista, em contrapartida, não tem qualquer obrigação fiduciária para com a sociedade, podendo agir egoisticamente quando se trata de votar em uma assembleia ou em uma tomada de decisões – ele pode, assim, optar por colocar seus interesses pessoais acima dos interesses da empresa. Quanto aos deveres, o sócio é totalmente responsável por todos os atos de outro sócio e pelos atos da própria empresa. Já o acionista tem responsabilidade limitada na quantidade de ações detidas e não é, de maneira alguma, responsável por atos da empresa, incluindo suas dívidas e obrigações. Quanto aos ganhos, o sócio recebe de acordo com o previsto no Contrato Social da empresa. O acionista, de modo diferente, recebe dividendos que equivalem a lucros proporcionais à quantidade de ações que possui.


Contribuíram para a definição, os seguintes especialistas do GBrasil:
Volmar Scalco (Scalco Contabilidade), Renato Toigo (Toigo Contadores), Raquel Nunes, (Organização Silveira de Contabilidade) e Pedro Coelho Neto (Marpe Contadores).

ASSINE NOSSA NEWSLETTER E RECEBA NOVIDADES NO SEU E-MAIL