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05/08/2020

Análise

Gestão eficiente do fluxo de caixa se mostra indispensável diante de um panorama desafiador

Em destaque no meio empresarial, planejamento financeiro é principal medida para minimizar efeitos da crise

* Jefferson Gonçalves

Em um cenário como o atual, impactado pela crise desencadeada pela pandemia de coronavírus e, por consequência, repleto de desafios para as empresas, o gerenciamento do fluxo de caixa ganha ainda mais relevância como instrumento de planejamento e controle.

Nos últimos meses, os negócios já exigiram a revisão sobre como diminuir custos, como lidar com a inadimplência e com a queda de receita de forma emergencial. No entanto, o gerenciamento do fluxo de caixa exige uma visão de longo prazo e uma metodologia específica da área contábil.

O momento coloca à prova o planejamento e a capacidade de resposta à crise de empresas dos mais variados portes e segmentos, deixando uma dura lição de que organização, atenção ao fluxo de caixa e gestão de risco são imprescindíveis para a sobrevivência dos empreendimentos.

Identificando os benefícios do gerenciamento do fluxo de caixa

Instrumento básico de planejamento e controle das finanças, o gerenciamento do fluxo de caixa é aplicado para apurar e projetar o saldo disponível. Por meio do registro de recebimentos, pagamentos e previsões de entradas e saídas, forma-se uma visão da saúde do negócio. Estes itens precisam ser monitorados para que seja possível entender a origem e o destino dos recursos, apontando quais despesas podem ser eliminadas ou se há saldo a ser destinado para investimentos.

Este gerenciamento auxilia a empresa na avaliação da disponibilidade de caixa, de capital de giro e retrata seu nível de liquidez. Estas informações mostram caminhos e possibilidades para o empreendedor, identificando despesas e itens de estoque que podem ser reduzidos, a necessidade de negociação de prazos com fornecedores, o planejamento de solicitação de empréstimos ou de investimentos, entre outras ações para evitar perdas financeiras.

Para embasar a tomada de decisão, é necessário olhar de forma realista para o capital de giro disponível e para o nível de liquidez, buscando a compreensão das demandas e necessidades, de modo que fique claro quais ações têm mais urgência, importância e impacto. O controle permite a identificação de todas as obrigações e demonstra quais prazos devem ser priorizados para evitar eventuais multas e juros.

Análise de receitas e custos: fluxo de caixa em tempos de incertezas

Diante de um panorama tão incerto, agravado pela situação de emergência de saúde pública, torna-se urgente aprimorar a gestão do fluxo de caixa, contando com assessoria empresarial para desenvolver processos e métodos que resolvam questões imediatas e que também permitam projetar uma visão para um prazo alongado.

Há o desafio de estabelecer indicadores relacionados à previsão de fluxo de caixa futuro, que mostrem a capacidade de cumprimento das obrigações que virão pela frente. Na prática, mais do que nunca, as empresas estão tendo que lidar com a certeza das saídas de caixa e com uma dificuldade acentuada de previsão de novas entradas.

É hora de dedicar ainda mais atenção aos mecanismos de controle. Ao que tudo indica, com as lições trazidas pela pandemia, isso deverá, de uma vez por todas, passar a fazer parte do “modus operandi” de todo negócio.

Deve-se considerar que os esforços para reduzir custos nem sempre são capazes de trazer resultados imediatos. É comum que a empresa identifique alguma despesa que não possa ser cortada imediatamente. Toda redução precisa ser planejada e ter suas consequências bem avaliadas.

Listamos alguns pontos que podem ser repensados:

  • Negociação de prazos com fornecedores e locadores;
  • Negociação de juros e multas com instituições financeiras;
  • Revisão de contratos, considerando a possibilidade de devoluções e cancelamentos;
  • Substituição de fornecedores;
  • Aproveitamento de medidas do governo de caráter trabalhista e de medidas que suspendem ou postergam o prazo para pagamento de tributos;
  • Uso de recursos tecnológicos que automatizam funções e otimizam a produtividade;
  • Adoção de home office parcial ou integral (a depender do ramo de atividade).

Vale lembrar que, como uma via de mão dupla, assim como a sua empresa vai solicitar mais tempo para arcar com determinada despesa, seu cliente também pode solicitar parcelamentos, descontos e extensões de prazos. Esta diminuição da entrada de receita também precisa entrar no seu planejamento.

Outro ponto é levar em conta que eventuais descontos obtidos no período de pandemia podem retornar ao valor original quando a situação estiver normalizada. Da mesma forma, pode ser necessário ter que lidar com cancelamentos de contrato quando sua empresa é a fornecedora do produto ou serviço.

Além do fluxo de caixa

Adicionalmente, é imperativo criar formas de avaliar periodicamente as variáveis e mudanças do cenário, impactos externos e os resultados das ações já implementadas.

Uma gestão eficiente do fluxo de caixa não fica restrita ao registro de entradas e saídas de recursos. Para um bom planejamento financeiro, é preciso abastecer-se de reportes que apontem indicadores confiáveis. Somente com as finanças sob controle a empresa terá o ambiente interno propício para programar ações de curto, médio e longo prazo com mais segurança e assertividade.

É fundamental coordenar essas informações com análises micro e macro, aliando a este levantamento soluções como administração de contas a pagar e a receber; gestão de aplicações financeiras; fechamento de operações de câmbio; gestão orçamentária e de contas bancárias.

O GBrasil, em todas as suas empresas associadas, está capacitado para atender esta e outras demandas para garantir a vitalidade das suas finanças empresariais, entre em contato!

* Este artigo conta com a contribuição de Jefferson Gonçalves, sócio e gerente de Gestão Financeira da Domingues e Pinho Contadores (GBrasil | RJ e SP)

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