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29/07/2020

Pesquisa prevê declínio de 13% no número de empresas instaladas no Brasil

Agronegócio cresce enquanto Comércio, Serviços e Indústria perdem espaço devido os efeitos econômicos da pandemia

Pedro Duarte

Estabelecimentos comerciais com as portas fechadas. Esta paisagem, vista em muitos lugares no período da quarentena, pode ter chegado para ficar. Segundo a pesquisa IPC Maps 2020, o perfil empresarial encolherá 13,1% neste ano, na comparação com 2019, com algumas regiões amargando um recuo superior a 20 empresas por mil moradores. Com a queda de 3.070.562 empresas, o número de organizações em território nacional soma hoje 20.399.727 unidades. Mais da metade destas – 10,6 milhões – têm atividades relacionadas ao setor de Serviços; seguido por Comércio, com 5,7 milhões; Indústria, com 3,3 milhões e, por último, Agribusiness, com 703 mil estabelecimentos.

O Comércio foi o ramo mais afetado da economia, com fechamento de 1.753.764 empresas, seguido pelo setor de Serviços – responsável por 75,8% do PIB em 2019 –, que contabilizou uma redução de 992 mil empresas, número superior ao dobro do tombo sofrido pelas indústrias brasileiras (-473.870). Em uma onda positiva localiza-se o setor Agribusiness, o único que registrou aumento. A alta é de 6,9% neste ano, mesmo com redução de mais de 7.000 pessoas jurídicas do ramo. Segundo o Ministério da Agricultura, as projeções para produção do agronegócio deste ano são as maiores desde o início da medição, em 1989, atingindo R$ 703,8 bilhões. 

bloco_marcos_pazziniPara Marcos Pazzini, responsável pelo IPC Maps, o setor caminha a passos firmes. “O setor de Agribusiness vem tendo resultados positivos ao longo dos últimos anos, ao contrário do que acontece com o restante da economia brasileira. Isso se reflete na quantidade de empresas do setor, pois é o único segmento a ter número maior de empresas entre 2019 e 2020. A região com melhor desempenho foi a Sudeste, com a criação de 52.354 empresas do setor, seguida pela região Centro-Oeste, com mais 646 empresas entre 2019 e 2020. As demais regiões tiveram desempenho negativo”, afirma.

A Geografia da Economia

Partindo para a análise quantitativa de empresas por habitantes, a região Sul segue liderando, mesmo com o maior recuo entre as macroáreas, com 122,63 empresas por mil habitantes; a Região Sudeste contabiliza 119,12 organizações, um decréscimo de 12,45 comparado à 2019; o Centro-Oeste aparece com 102,17; e, abaixo da média brasileira, encontram-se as regiões Nordeste, com 60,30, e Norte, que tem apenas 50,77 empresas/mil habitantes.

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A região Centro-Oeste também ampliou em 7,9% a sua participação no consumo, respondendo por 8,86% dos gastos nacionais. Encabeçando a lista, aparece o Sudeste, com 48,42%, seguido pelo Nordeste, com 18,53%. A região Sul, que em 2019 tinha reduzido sua fatia, volta a subir para 17,97%. Em última posição, o Norte representa 6,23%.

A pesquisa indica ainda que as capitais seguirão perdendo espaço no consumo, respondendo por 28,29% do mercado. Em contraponto, o interior avançará com 54,8%, bem como as regiões metropolitanas, cujo desempenho equivalerá a 16,9% neste ano. “Além das empresas estarem sempre procurando menores custos, há o fato de muitas cidades do interior, fora dos grandes centros metropolitanos, estarem se esforçando para atrair empresas, com cessão de áreas, isenção ou redução de impostos, dentre outros benefícios. Na minha opinião, esse fenômeno é positivo, pois tende a manter parte da população em sua região natal, minimizando a migração interna e oferecendo melhores condições de vida e consumo para a população em sua cidade de origem”, explica Pazzini.

O panorama completo oferecido pela pesquisa IPC Maps 2020 você pode conferir abaixo:

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